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TRIPULANTES DE CABINE DA RYANAIR AVANÇAM PARA GREVE NA PÁSCOA

Os tripulantes de cabine da Ryanair anunciaram uma greve para os próximos dias, paralisação que apanha o fim-de-semana da Páscoa e que surge na sequência das conversações com a transportadora aérea, que, segundo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), “verificaram-se infrutíferas”.
A paralisação foi anunciada para a próxima quinta-feira, 29 de Março, bem como para domingo e segunda-feira, 1 e 2 de Abril, com o sindicato a afirmar que a opção de recorrer à greve surge porque a “Ryanair não aceita aplicar a Lei Portuguesa”.
O SNPVAC diz que a Ryanair não respeita os direitos inscritos na Constituição e no Código de Trabalho, como a parentalidade, e acusa a companhia aérea low cost de instaurar “processos disciplinares porque não se atingiram quotas de vendas a bordo” e de considerar uma baixa médica por doença como uma falta injustificada.
“Onde anda o Estado português que permite que os seus sejam desrespeitados no seu próprio país? Onde anda o Governo que se diminui ao ponto de sustentar uma empresa que ignora as leis portuguesas?”, questiona o SNPVAC.
Questionada pela Lusa sobre os motivos apresentados pelos tripulantes de cabine para avançarem para a paralisação, a Ryanair respondeu apenas que não comenta “rumores ou especulação”.
Recorde-se que, já em Fevereiro, Michael O’Leary, presidente executivo da companhia aérea, dizia não acreditar que a greve chegasse a avançar, considerando que os funcionários estão “satisfeitos” e que as condições oferecidas pela Ryanair até têm vindo a melhorar, culpando o sindicato pela greve anunciada.
“Os nossos tripulantes de voo estão a ter direito a folgas no final de cada semana e a aumentos nos salários que resultam em mais 25 a 45 euros por ano”, destacou Michael O’Leary, referindo que estes acréscimos são de quase 20%.
Michael O’Leary rejeitou as acusações de pressões aos trabalhadores da empresa, instando a que, “se existem provas de ‘bullying’, se apresentem casos”, e criticou também o facto de o SNPVAC ter recentemente recusado reunir-se em Dublin, na Irlanda, onde fica a sede da empresa.
fonte: publituris
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