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Snowden vaza novos documentos que mostram espionagem em voos

Edward Snowden revelou novos documentos que mostram mais um capítulo da vigilância de massa promovida por agências governamentais: a NSA e a GCHQ interceptavam chamadas telefônicas realizadas por celulares dentro de aeronaves. Os papéis mostram que ambas as agências espionaram milhares de pessoas desde 2007, voando em companhias como: British Airways, Air France, Hong Kong Airways, Aeroflot, Etihad, Emirates, Singapore Airways, Turkish Airlines, Cathay Pacific e Lufthansa.
Os documentos mostrados pelo delator e ex-analista da CIA começam descrevendo um enigma, segundo o The Intercept: “O que o presidente do Paquistão, um contrabandista de charutos, um traficante de armas e um alvo terrorista têm em comum? Todos eles usam os próprios celulares GSM durante voos”.
Era exatamente dessa maneira que a Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA) e o serviço secreto britânico GCHQ (Government Communications Headquarters) espionava os celulares: por meio da rede GSM.
Os documentos ainda não foram liberados em sua totalidade. Até o momento, o Le Monde ajudou a divulgar alguns alvos: o presidente angolano José Eduardo dos Santos, o ex-presidente queniano Mwai Kibaki, o primeiro-ministro queniano Raila Odinga, o ex-presidente nigeriano Umaru Yar’Adua, o também ex-presidente nigeriano Goodluck Jonathan, o ex-presidente ganense John Kufuor, dirigentes, empresários, movimentos rebeldes, empresas de telecomunicações e organizações internacionais de pelo menos 20 países africanos.
Snowden ainda deve revelar mais levas de documentos sobre o caso, e mais nomes de outros continentes devem surgir.
Como acontecia a espionagem
De acordo com apresentações da NSA, cerca de 50 mil pessoas usaram celulares GSM em voos já em 2008. O número subiu para 100 mil em fevereiro de 2009. Os relatos de espionagem vão até 2013, e esse número provavelmente subiu exponencialmente.
O programa de vigilância era chamado de “Southwinds” e servia para captar toda a atividade celular em voos, como comunicações de voz, dados trocados, metadados e até mensagens enviadas.
Segundo os documentos, as agências conseguiam captar as conversas “em tempo real”, com um pequeno atraso de 10 minutos. Além disso, um avião poderia ser rastreado a cada 2 minutos. Para o sistema de espionagem funcionar corretamente, o avião também deveria estar acima de 10 mil pés.”Estação aéreas secretas no solo poderiam interceptar o sinal enquanto ele era enviado para um satélite. Eles era capazes de interceptar tudo, desde o ID do Facebook, endereço de email e uso de aplicativos de viagens”, notou o The Intercept. 
Os celulares BlackBerry, tidos como os mais seguros no começo dessa década, também eram espionados, com agências colocando as mãos em códigos PIN e emails. Os documentos ainda listam acesso a webchats, Google Maps, VOIP, BitTorrent e Skype.
fonte: tecmundo
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