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Novo aeroporto de Maricá está preparado para operações de apoio ao offshore

O Leste Fluminense ganha um aeroporto, nesta sexta-feira (25/05), totalmente revitalizado e preparado para operações de apoio ao offshore. Com uma pista útil de 1.200 metros, o aeroporto municipal de Maricá (SMDC) tem localização privilegiada: está a 60km da capital, a 40km do Comperj e a apenas 200km, em linha reta, dos campos do pré-sal da Bacia de Santos. Trata-se da menor distância entre o continente e as plataformas dos Campos de Lula e Libra, o que torna o terminal estratégico para as operações de logística para a atividade offshore e o qualifica como porta de entrada para o desenvolvimento regional.

Administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), vinculada à Prefeitura, o Aeroporto de Maricá ganhou um novo Terminal de Passageiros (TPS) com capacidade para receber 500 passageiros/dia e preparado de acordo com as normas reguladoras para a operação offshore. O TPS tem sala vip, sala de revista, duas salas de briefing, posto médico, áreas separadas para embarque e desembarque, check-in e espaço para um café. Tudo com total acessibilidade.

O município e a Codemar investiram cerca de R$ 10 milhões na primeira etapa da revitalização, aplicados no hangar central, na pista e na ponte de acesso ao taxiway e no terminal de passageiros. A revitalização também significou a abertura de 60 postos de trabalho. A previsão é de que em cinco anos os investimentos no equipamento alcancem R$ 125 milhões e a operação plena deve dobrar a arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) na cidade.

“O aeroporto é a porta de entrada para o desenvolvimento do Leste Fluminense e um forte aliado da indústria de óleo e gás no Estado do Rio de Janeiro. Uma importante ferramenta para alavancar os investimentos também em Maricá”, avalia o prefeito de Maricá, Fabiano Horta. “Com um equipamento de apoio logístico como esse teremos mais capacidade de atrair investimentos e empresas para a cidade que vão promover o desenvolvimento gerar emprego e renda para nossa população”, assegura o prefeito.

A regularização junto aos órgãos de aviação foi determinante para a reabertura dentro das novas especificações. Antes classificado como aeródromo, o aeroporto já está cadastrado na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e no Departamento de Controle do Espaço Aérea (DECEA). A Codemar também elaborou o plano de emergência simplificado e o Plano Básico de Zona de Proteção do Aeroporto (PBZPA) aprovados pela ANAC, ambos exigidos para a operação na nova fase.

Toda a documentação com relação às licenças ambientais e de gerenciamento de segurança também foi atualizada. Para iniciar as operações no novo formato, o Aeroporto de Maricá firmou parceria de colaboração técnica com o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (SERIPA 3). O terminal também passou por melhorias como a remarcação da pista de pouso e decolagem seguindo o PBZPA e novas marcações do taxiway e do pátio para operação de aeronaves de médio e pequeno porte. A atual capacidade do pátio é para receber até 10 aeronaves simultaneamente. O hangar central também foi totalmente revitalizado. Outro importante serviço para o início das operações é o abastecimento de aeronaves, que será realizado através de operação especial com caminhões. Os investimentos em segurança vão possibilitar o monitoramento e controle de ambientes através do sistema de Circuito Fechado de TV (CFTV).

Para atuar nas diversas áreas do aeroporto e nas operações, a Codemar também investiu na qualificação do seu quadro de funcionários, que estão habilitados para colocar em funcionamento das operações aeroportuárias.

Novos investimentos

Com a entrega primeira etapa das intervenções concluída, a Codemar prepara as fases seguintes de investimentos no Aeroporto de Maricá. Com a entrega prevista para setembro de 2018, a segunda fase contempla a ampliação do pátio para abrigar até 15 aeronaves, a construção de dois novos hangares, a construção de Ponto de Abastecimento de Aeronaves (PAA fixo), a instalação do balizamento noturno, a aquisição dos equipamentos para a Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo (EPTA) e a execução do Plano de Manejo e Controle de Fauna. Também fazem parte do planejamento a construção do estacionamento e de um espaço lounge e a implantação do Serviço de Prevenção e Combate a Incêndio em Aeródromos (SESCINC).

Na fase 3, estão previstos a construção do parque de hangares, um novo TPS para voos executivos, lojas, um hotel, um novo pátio com capacidade para 20 aeronaves, novos taxiways e novo acesso rodoviário até a RJ-106. A previsão de conclusão das obras é abril de 2019.

“Essa nova história do aeroporto de Maricá começa com a conquista da outorga para o município. Trabalhamos duro para regulamentar todas as atividades do aeroporto e com isso fazer investimentos num equipamento moderno e capaz de atender o mercado de óleo e gás e também da aviação”, afirma o presidente da Codemar, José Orlando Dias. “O Aeroporto de Maricá é hoje um importante modal logístico para o Estado do Rio de Janeiro”, afirma.

A localização geográfica e as potencialidades do aeroporto de Maricá credenciam a cidade como vanguarda da operação logística da região. O terminal é próximo de cidades da Região dos Lagos, próximo ao Complexo Petroquímico (Comperj) em Itaboraí. “Tanto a Prefeitura quanto a Codemar entendem que o aeroporto será um importante equipamento na atração de empresas, indústrias e serviços que vão movimentar a economia do município com geração de emprego e renda”, acrescenta Alan Novais, Secretário de Desenvolvimento Econômico.

O terminal também vai servir como alavanca para o turismo. A facilidade para chegar na cidade com os voos executivos e a atração pelas belezas naturais certamente permitirão que a cidade explore melhor seu potencial turístico.

 

fonte: fbs comunicação

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