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Fundador da EasyJet aciona gestores para evitar venda de serviço adicional

O fundador da EasyJet, Stelios Haji-Ioannou, sustentou em tribunal em Londres que a empresa aérea corre o risco de manchar a marca “Easy” por tentar extrair receita de serviços adicionais, como alimentação e aluguel de carros.

A venda de passagens é a única atividade principal da empresa aérea sob acordo de licenciamento, segundo Stelios, que prefere ser chamado pelo primeiro nome. A Easyjet recorreu a outras atividades que não estão cobertas nesse acordo, após sua expansão excessiva ter prejudicado a lucratividade, disse o fundador da companhia.

A EasyJet está “enganando o cliente com serviços inúteis”, valendo-se disso como uma “resposta de curto prazo” para aumentar a receita, disse Stelios, em comunicado escrito encaminhado ao tribunal. A EasyJet, segunda maior de baixo custo da Europa, atrás da Ryanair, assinou contrato de licenciamento de marca com a holding EasyGoup em novembro de 2000, pouco antes de sua oferta pública inicial de ações (IPO). Pelo contrato, a empresa, com sede em Luton (Inglaterra), precisa obter pelo menos 75% de suas vendas como companhia aérea.

Stelios processa a companhia sobre os serviços que podem ser oferecidos sob os nomes “Easy” e “EasyJet”. Um advogado do EasyGroup, de Stelios, disse nesta semana que a disputa deve-se a diferenças entre serviços de empresa aérea “secundários” e “básicos”.

A expansão da EasyJet nos últimos dez anos prejudicou a rentabilidade, segundo Stelios, o que levou a aérea a “espremer qualquer receita que consegue de seus clientes, independente do impacto adverso potencial que isso possa ter na forma como os clientes se relacionam com as marcas ‘ Easy ‘ e EasyJet”. A EasyJet teve margem de lucro de 1,6% em seu ano fiscal passado, segundo Stelios. “Isso contrasta com a posição no primeiro ano após o IPO”, quando a EasyJet teve uma margem de 11,2%.

“Não posso saber com certeza qual a razão” do “otimismo inexplicável” da diretoria da EasyJet ” para continuar a pressionar por expansão na frota apesar do fraco retorno econômico e das mudanças de mercado”, disse. “O que sei é quais resultados essa estratégia vem tendo e ao que provavelmente nos levará.”

A venda de serviços como alimentação, seguro-viagem e aluguel de carros no local de destino dos passageiros não são intrínsecos às atividades das aéreas, diz Stelios. A EasyJet diz que esses serviços fazem parte da atividade principal. Stelios renunciou do conselho de administração da EasyJet em 14 de maio, depois de não ter conseguido persuadir a direção da empresa a conter os planos de expansão e começar a pagar dividendos. Ele criou a EasyJet em 1995 e tem 38% da companhia.

FONTE: Valor Econômico

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