AVIAÇÃO MILITARNOTICIASNOTÍCIAS MUNDOSem categoria

Força Aérea argentina é acusada de ter realizado voos da morte

Um ex-soldado acusou a Força Aérea argentina de ter realizado “voos da morte” durante a ditadura (1976-1983), que consistiam em atirar opositores de aviões ao mar, crimes que até agora tinham sido atribuídos apenas à Marinha, disse nesta quinta-feira uma fonte judicial.

“Os superiores nos diziam para transportar os detidos a uma distância em torno de 200 milhas mar adentro para lançá-los, mas deixavam um ou dois sobreviverem, para que estes contassem a seus companheiros o que tinha ocorrido e o que os esperava”, relatou a testemunha, com identidade mantida em sigilo.

Até agora, só eram conhecidos os casos de “voos da morte” realizados pelo pessoal da Marinha, particularmente divulgados no processo sobre os crimes de lesa-humanidade cometidos no campo de extermínio da Escola de Mecânica da Armada (ESMA) durante a ditadura.

O ex-soldado, que então cumpria serviço militar obrigatório, em 1994, depôs em um processo aberto em 2008 por conta da denúncia de Lorena Pacino, filha de um preso político cujo cadáver foi devolvido pela maré à costa atlântica da província de Buenos Aires.

Segundo a testemunha, os voos da morte ocorreram entre 1976 e 1978, quando “aviões Fokker saíam, davam uma volta e retornavam sem ter aterrissado”.

“Está praticamente provado” que os responsáveis da Primeira Brigada Aérea de Palomar, pertencente à Força Aérea, participaram dos “voos da morte”, afirmou a fonte.

Em 1995, o ex-capitão da marinha Adolfo Scilingo confessou ter participado desse método de extermínio e depois foi condenado em 2005 na Espanha a 640 anos de prisão por crimes contra os direitos humanos, prisão ilegal e tortura durante a ditadura argentina.

FONTE: Terra via AFP

Leia mais...

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Close