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Concessão de terminais à iniciativa privada é elogiada pelo setor aéreo

A afirmação da presidente Dilma Rousseff de que o governo vai usar o regime de concessão para atrair investimentos da iniciativa privada nos aeroportos brasileiros foi bem recebida pelo setor. O objetivo é garantir que os terminais estejam preparados para Copa e Olimpíadas. A declaração de Dilma foi dada em entrevista ao jornal “Valor Econômico”. Ela, no entanto, deixou claro que também haverá uso de verbas públicas nesse processo de fortalecimento da atividade.

“Vamos articular a expansão de aeroportos com recursos públicos e fazer concessões ao setor privado. Não temos preconceito contra nenhuma forma de expansão do investimento nessa área, como não tivemos nas rodovias”, disse a presidente.

Para o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José Márcio Mollo, a abertura do regime de concessões pode acabar com os gargalos no setor, Mas ele acredita que as empresas vão se interessar pelos locais mais rentáveis, como os grandes centros urbanos.

Iilollo acha que as empresas aéreas poderão se interessar em participar de alguma concessão apenas se fizerem parte de um consórcio, com a presença de companhias de outros setores.

—Acho que as grandes empresas que tomaram as rodovias, como as empreiteiras, vão se interessar pela concessão de aeroportos — afirmou Mollo.

“Estou muito feliz! Notícia maravilhosa para o Brasil. Sobretudo para o Rio, que terá nos próximos 6 anos o calendário de eventos mais importante do mundo”, comemorou, em nota, o governador do Rio, Sergio Cabra 1. Um dos aeroportos mais críticos do país é o do Galeão, no Rio.

Já a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Selma Balbino, não acredita que a iniciativa privada pode melhorar as condições de trabalho dos empregados do setor. Ele argumenta que, em aeroportos já controlados por empresas privadas, essa é uma realidade.

— Não temos condições mínimas de trabalho. Faltam até banheiros e bebedouros —afirmou Selma.

Modelos de concessão variam no país

Como O GLOBO já havia antecipado, o modelo abrange várias formas de concessão: para a construção do zero de um aeroporto— como será feito com o de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte —-, para s administração com cláusula de expansão ou até para erguer apenas um terminal novo.

Hoje, 67 aeroportos brasileiros são administrados pela estatal federal Infraero. O governo não pretende esvaziá-la ao abrir para a iniciativa privada a possibilidade de participar dessa tarefa. Ela deverá ter sua gestão profissionalizada.

Fonte: O Globo
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