COMO TUDO FUNCIONASem categoria

Como funciona a Força Aérea Americana


A Força Aérea dos Estados Unidos, formada no século XX após a invenção do avião, é o ramo militar americano mais novo. Com a tarefa de proteger os céus da nação e apoiar tropas terrestres, a Força Aérea conta com as aeronaves militares mais tecnologicamente avançadas do mundo. Operando esses aviões estão pilotos altamente treinados, apoiados por pessoal tecnicamente qualificado.

A Força Aérea é o segmento militar de combate aéreo dos EUA. Em termos gerais, o trabalho da Força Aérea é preparar e treinar e, quando necessário, combater em quaisquer aspectos da guerra aérea em qualquer conflito em que os Estados Unidos se envolvam. A declaração da visão da Força Aérea é: “Vigilância Global, Alcance e Poder”. A declaração de suas missões, atualizada em 2005, é ” emitir opções soberanas para a defesa dos Estados Unidos da América e seus interesses globais – voar e combater no Ar, no Espaço e no Ciberespaço”.

Especificamente, a Força Aérea fornece apoio às tropas terrestres com missões de apoio imediato e bombardeio tático (voando em combate e eliminando unidades inimigas específicas). A Força Aérea também trabalha para assegurar a superioridade aérea em um determinado teatro – a área geográfica na qual ocorre a batalha – eliminando ameaças aéreas, tais como caças ou bombardeiros de outras nações. A maioria das atribuições da Força Aérea, contudo, é estratégica. Seus esforços são voltados para o sucesso duradouro de uma campanha militar. Os aviões da Força Aérea executam missões de reconhecimento, transporte de tropas e suprimentos e bombardeios estratégicos. O bombardeio estratégico consiste em destruir a capacidade do inimigo em se manter na guerra – atacando fábricas, linhas de suprimentos, estações de comunicações e  outras infra-estruturas.

Neste artigo veremos a história da Força Aérea, como ela é estruturada, o processo de alistamento e baixa, e a vida durante o tempo de serviço.

Os Thunderbirds

Os Thunderbirds são a 3600ª Unidade de Demonstração Aérea, uma unidade especial que executa manobras acrobáticas em shows aéreos e eventos especiais para promover a Força Aérea dos EUA, auxiliar no alistamento e criar uma imagem pública positiva dos militares. Originados da equipe de demonstração “Sabre Dancers”, os Thunderbirds foram formados em 1953 na Base Aérea Luke, em Litchfield Park, Arizona e seu nome foi tirado de uma lenda dos índios americanos comuns na área. A equipe faz dezenas de apresentações todo ano. Em 2007, eles executaram uma passagem sobre o Dolphin Stadium no início do Super Bowl XLI.

História da Força Aérea

Embora as forças da União tenham operado o Corpo de Balões dos Estados Unidos durante a Guerra Civil, utilizando balões de ar quente para localizar as tropas Confederadas e seus movimentos, um serviço de aeronáutica militar permanente não foi instituído até 1907. Naquele ano, foi criada a Divisão Aeronáutica do Corpo de Sinaleiros dos EUA com a tarefa de estudar e implementar o uso de aeronaves militares. Pouco tempo depois, toda a frota aérea dos EUA foi perdida quando seu único avião se acidentou. Em 1916, o Primeiro Esquadrão Aéreo tinha oito aviões construídos pela companhia Curtiss – primeiramente usados em ação contra o rebelde mexicano Pancho Villa. Seis dos oito aviões foram perdidos devido ao mau tempo e a problemas mecânicos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Divisão Aeronáutica se desvinculou do Corpo de Sinaleiros e se tornou o Serviço Aéreo do Exército dos Estados Unidos. Como os fabricantes de aviões americanos estavam atrasados (comparados a seus contemporâneos europeus) em relação a projetos e produção de aviões militares, a maioria dos pilotos americanos da época voou em aviões britânicos e franceses, alguns dos quais foram fabricados sob licença nos EUA. 

O auge da força durante o tempo de guerra para o Serviço Aéreo foi de 7.889 aviões . Enquanto o tamanho do Serviço Aéreo diminuiu drasticamente no período entre guerras, a estratégia, o projeto e as táticas aéreas militares foram modernizadas. A produção aumentou novamente em 1939 quando o conflito se reacendeu na Europa. Foi dada maior autonomia ao Serviço Aéreo (embora ele permanecesse como uma parte do exército) em 1941, quando foi reestruturado nas Forças Aéreas do Exército dos EUA. 
A Força Aérea desempenhou um importante papel na Segunda Guerra Mundial – seus feitos foram cruciais para a vitória dos aliados em todos os teatros da guerra. Em 1944, as Forças Aéreas do Exército alcançaram o pico histórico com 78.757 aeronaves e 2.372.292 homens.
A Força Aérea do Exército dos EUA utilizou estes cartazes para recrutar homens durante a Segunda Guerra Mundial

Uma reorganização militar geral dos Estados Unidos, em 1947, levou à criação da Força Aérea, finalmente tornando-a independente e igual às outras forças dentro do Departamento de Defesa. 

 O B-52 Stratofortress levava bombas nucleares em missões de longo alcance durante a guerra fria

Durante a guerra fria, a Força Aérea foi uma parte vital do arsenal nuclear dos Estados Unidos. Enquanto a Marinha era responsável pela armas nucleares baseadas em submarinos, o Comando Aéreo Estratégico (SAC) controlava os Mísseis Balísticos Intercontinentais (ICBM) lançados de terra e as bombas nucleares carregadas pelos bombardeiros B-52 Stratofortress de longo alcance. 

A área de responsabilidade da Força Aérea foi expandida ao espaço em 1982, quando foi criado o Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC). Na maioria das vezes, o AFSPC lança, opera e protege os satélites de uso militar, incluindo satélites meteorológicos, de comunicações e de GPS. Futuramente, o AFSPC poderá utilizar naves de combate capazes de irem ao espaço – no momento o ônibus espacial da NASA é ocasionalmente utilizado para lançar equipamentos militares.

Em 1993, o programa militar dos EUA mudou para permitir que mulheres pudessem participar de determinadas missões de combate. Essas missões incluíam voar em jatos de caça em combate. Em 1994, a Tenente Jeannie Flynn tornou-se a primeira mulher piloto de caça nos Estados Unidos após completar com sucesso seu treinamento no F-15E Eagle.

Em 2006, a Força Aérea tinha cerca de 6.000 aeronaves, com um pessoal de cerca de 350.000 na ativa e outros 250.000 na Guarda Aérea Nacional e Reserva. Em 2003, havia pouco mais de 100 mulheres pilotos de caça na Força Aérea, cerca de 2% do total de pilotos de caça da força.

Um exemplo notável é a major Kim Campbell, piloto de um A-10 Thunderbolt II com o código de chamada na Força Aérea de “Killer Chick”. Durante uma missão de apoio a tropas terrestres sobre Bagdá, seu avião foi atingido por um ataque vindo do solo. Apesar da perda dos sistemas redundantes de controles hidráulicos e dos danos em um motor, Campbell voou por uma hora, retornando à sua base e pousando com segurança usando somente sistemas mecânicos de controle.

Estrutura da Força Aérea

A Força Aérea tem uma estrutura administrativa civil-política e uma estrutura militar. O Departamento da Força Aérea faz parte do Departamento da Defesa e é comandado pelo Secretário da Força Aérea. Na cadeia de comando, apenas o Secretário da Defesa e o Presidente estão acima do Secretário da Força Aérea na hierarquia. Abaixo dele está um Chefe do Estado-Maior – os chefes dos vários comandos da Força Aérea se reportam a ele.

Secretário da Força Aérea, Michael W. Wynne
Chefe do Estado Maior da Força Aérea, General T. Michael Moseley

A Força Aérea está dividida em comandos. Dentro dos Estados Unidos, os comandos estão divididos por função. Fora dos EUA, eles estão divididos por área geográfica.


– Comando de Combate Aéreo – coordena e fornece todo poderio aéreo para combate. 

– Comando de Treinamento e Educação Aérea – providencia treinamento e ensino técnico extras a todos os membros da Força Aérea. 

– Comando de Material da Força Aérea – administra pesquisa e desenvolvimento, teste, e aquisição de novas tecnologias para a Força Aérea. 

– Comando da Reserva da Força Aérea – opera a Reserva da Força Aérea. 

– Comando Espacial da Força Aérea – projeta o poder aéreo americano ao espaço. 

– Comando de Operações Especiais da Força Aérea – providencia forças especiais de resposta rápida, como comandos (tropas especialmente treinadas) aéreos. 

– Comando de Mobilidade Aérea – coordena e fornece transporte de tropas e suprimentos. 

– Forças Aéreas do Pacífico – responsável pela região do Pacífico-Ásia. 

– Forças Aéreas dos Estados Unidos na Europa – responsável pela Europa e África em coordenação com a OTAN. 

– Comando da Força Aérea do Ciberespaço – o mais novo Comando, o Comando do Ciberespaço terá a tarefa de proteger as comunicações e comércio dos Estados Unidos dos ataques pela Internet. Ainda não operacional – em estágio de planejamento em fevereiro de 2007, sem data definida para efetivação.

Os Comandos estão divididos em 17 Forças Aéreas Numeradas (NAFs). Os papéis específicos das NAFs estão sujeitos à freqüente reorganização. Dentre as NAFs estão alas, cada uma com 1.000 a 5.000 pessoas. Uma ala pode ser operacional, de base aérea ou de missão especializada. Uma ala operacional é freqüentemente independente com todas as funções de apoio necessárias à operação. Alas de base aérea são designadas a bases aéreas específicas e coordenam as operações da base.

Pode haver de 3 a 10 esquadrões em uma ala. Um esquadrão mantém até 24 aeronaves e sua tripulação operacional, embora unidades não aéreas também sejam chamadas de esquadrões. Esquadrões também podem ser divididos em esquadrilhas, com até 100 pessoas. Há dois tipos de esquadrilhas: numeradas e alfabéticas. Esquadrilhas numeradas são unidades com missões numeradas únicas, tais como treinamento (na verdade, são usadas somente em treinamento). Uma esquadrilha alfabética é um pequeno elemento de um esquadrão.

Durante conflitos, a Força Aérea pode dividir suas forças em Grupos ou Forças Tarefas Expedicionárias. O desdobramento das unidades da Força Aérea é mais flexível (e mais caótico) do que outros setores militares, em parte devido à alta mobilidade da Força Aérea, bem como à necessidade de integrar meticulosamente seus esforços com os das outras forças. 

Postos e Abreviações Oficiais da Força Aérea

Oficiais Comissionados

Oficiais Alistados

General da Força Aérea – General de cinco estrelas (O general Henry “Hap” Arnold é a única pessoa que já ocupou esse posto)

Chief Master Sergeant da Força Aérea (SMSAF) (sem posto correspondente no Brasil) – posto mais alto de oficial alistado na Força Aérea, reporta-se diretamente ao Chefe do Estado Maior e ao Secretário da Força Aérea.

General (GEN) – General de quatro estrelas

Command Chief Master Sergeant (CCM) (sem posto correspondente no Brasil)

Tenente General (LTG) – General de três estrelas

Chief Master Sergeant (CMSGT) (sem posto correspondente no Brasil)

Major General

Senior Master Sergeant (sem posto correspondente no Brasil)

Brigadeiro General (BG)

Master Sergeant (sem posto correspondente no Brasil)

Coronel (COL)

Technical Sergeant (TSGT) (sem posto correspondente no Brasil)

Tenente Coronel (LTC)

Staff Sergeant (SSGT) (sem posto correspondente no Brasil)

Major (MAJ)

Senior Airman (SRA) (sem posto correspondente no Brasil)

Capitão (CPT)

Airman First Class (A1C) (sem posto correspondente no Brasil)

Primeiro Tenente (1LT)

Airman (AMN) (sem posto correspondente no Brasil)

Segundo Tenente (2LT)

Airman Basic (AB) (sem posto correspondente no Brasil)

 

Primeiro Sargento – Não há o posto separado de Primeiro Sargento na Força Aérea. Master Sergeant, Senior Master Sergeant e Chief Master Sergeants também podem ser designados como Primeiro Sargento, serviço especial reportado ao comandante da unidade


Alistando-se na Força Aérea
A primeira coisa que todos querem saber sobre o alistamento na Força Aérea é como se tornar um piloto. Na Força Aérea, somente oficiais podem se tornar pilotos de caça e eles são raros mesmo no quadro de oficiais (apenas 4% do pessoal). A esmagadora maioria do pessoal da Força Aérea cumpre suas tarefas no solo.

Todo o pessoal alistado passa por um programa de treinamento básico de seis semanas na Base Aérea de Lackland em San Antonio, no Texas. Como todos os programas básicos militares este ensina aos alistados a maneira militar de fazer as coisas, coloca-os em estafantes exercícios físicos e lhes fornece a base necessária para que executem seus serviços na Força Aérea. Do treinamento básico, o pessoal passa para o Treinamento Técnico efetuado em várias Bases Aéreas nos EUA. Os programas de Treinamento Técnico iniciam o pessoal nas suas carreiras, ensinando-os as técnicas necessárias para trabalhar nos serviços médicos, controle de tráfego aéreo, manutenção de aeronaves, computadores, ou em muitas outras especialidades possíveis. É possível receber, posteriormente, treinamento técnico adicional na carreira na Força Aérea. 

Médicos e enfermeiras na Força Tarefa Médica lutam para salvar a vida de um civil afegão atingido pela explosão de um ataque suicida

Aqueles que querem entrar para a Força Aérea como oficiais (e talvez algum dia pilotar um caça a jato) têm diversas opções. Escola de Treinamento de Oficiais (ETO) é uma versão mais longa e dura de treinamento básico – os graduados são comissionados no posto de Segundo Tenente. Pessoal alistado pode ser qualificado para a ETO. O programa do Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva da Força Aérea (ROTC) dá aos oficiais a oportunidade de treinar enquanto cursam a faculdade, recebendo seu comissionamento quando se formarem. A Academia da Força Aérea é o caminho mais prestigiado para se tornar um oficial da Força Aérea. O candidato necessita de uma indicação do Congresso. Os cadetes passam por um treinamento acadêmico e físico extremamente rigoroso antes de se formarem e se tornarem oficiais comissionados.

Jato da Força Aérea dos EUA

Para se tornar um piloto, todos os oficiais passam por uma escola de treinamento técnico, exatamente como o pessoal alistado. Os oficiais que quiserem se tornar pilotos requisitarão um treinamento para piloto. No entanto, muitos querem ser pilotos e nem todos conseguem a oportunidade. A competição é acirrada e só os melhores candidatos conseguem passar pela escola de vôo.

A vida na Força Aérea A Capitão Audra Goldfuss, oficial de meteorologia na 7ª Força Aérea em Osan, Coréia do Sul, dá uma idéia de como é a vida no dia a dia na Força Aérea. Existem bases aéreas espalhadas por todo os Estados Unidos, com várias bases na Europa e na Ásia. O pessoal muda a cada um ou dois anos, de acordo com as necessidades da Força Aérea (pedidos específicos para locais escolhidos são levados em conta, porém a prioridade é de onde a Força Aérea precisa do oficial). Goldfuss serviu na Base Aérea de Tyndall, na Flórida e na Base Aérea Davis-Monthan, no Arizona, antes de ser transferida para a Coréia. 


A Capitão Audra Goldfuss, da 7ª Força Aérea, em frente a um avião U2 de reconhecimento

Um dia normal inicia bem cedo, às 4 horas da manhã, tempo suficiente para a Capitão Goldfuss vestir o uniforme, polir os sapatos e se certificar de que seu cabelo está de acordo com o regulamento antes de se apresentar ao serviço às 5h 30. Como oficial de meteorologia, ela é informada sobre o tempo das 12 horas anteriores na área pela qual a Base Aérea de Osan é responsável: a Península Coreana, Japão, Havaí, Guam e partes da China. Depois disso, ela segue para uma sala de reunião Ultra Secreta, onde apresenta um relatório ao general comandante da base. Golfuss explica que o tempo em si não é ultra secreto, mas é necessário um esclarecimento de alta segurança “devido à maneira como ele afeta as aeronaves que nós voamos”. 

Refletindo o interesse da Força Aérea na educação constante, Goldfuss passa muito tempo em cursos de educação militar online e aprendendo alemão (ela sabe que sua próxima designação será para uma base da Força Aérea na Alemanha). O pessoal da base também participa de exercícios de combate. “Treinamos como se estivéssemos realmente em guerra, como se houvesse bombas caindo, armas disparando, como se o inferno estivesse se abrindo. Minha função nessas horas é fornecer o tempo para lugares específicos, auxiliar nas missões do pessoal de resgate e manter todos informados sobre o tempo por todo o teatro”.

Os oficiais em uma base da Força Aérea também têm uma série de opções para passar o seu tempo livre. Tudo o que necessitam existe na própria base, assim é só caminhar um pouco para se conseguir quase tudo, incluindo o básico como mercearia e outras opções, bem como academias para ginástica, cinemas, campos de golfe, restaurantes, escolas e igrejas.

Como membros de uma organização militar dos EUA, todo o pessoal da Força Aérea está sujeito ao Código Uniforme de Justiça Militar (em inglês). A dispensa da pode ser feita de várias maneiras, de uma baixa honrosa a uma corte marcial, dependendo das circunstâncias que envolvem a dispensa.

Os aposentados da Força Aérea têm direito a uma série de benefícios, que vão de enterro em cemitérios do estado a seguros de vida e de saúde, empréstimos a juros baixos para hipotecas ou pequenos negócios, e atendimento à saúde. O total de benefícios disponíveis pode depender da natureza da dispensa do militar – normalmente é preciso uma baixa honrosa ou aposentadoria para se ter acesso a todos os benefícios. Você pode encontrar respostas a perguntas específicas sobre os benefícios de veteranos no Arquivo Nacional.

Reserva da Força Aérea

A Reserva é um elemento ativo da Força Aérea, participando de missões, manutenção e apoio. Ela é utilizada para suplementar unidades ativas da Força Aérea, não para ser mantida no aguardo de convocações específicas (embora a Força Aérea possa convocar alguns reservistas de prontidão quando forem necessários). A maioria dos reservistas da Força Aérea se coloca à disposição mais de um fim de semana por mês e dois fins de semana por ano reparando e fazendo a manutenção das aeronaves da Força Aérea.

https://www.facebook.com/pages/InfoAviacao/183471105025270

 

FONTE: HowStufWorks 
Leia mais...

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também

Close
Close
Close