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Augusto Severo – Precursor aeronáutico

O potiguar AUGUSTO SEVERO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO, nascido em Macaiba, em 1864, é considerado como o “Mártir da Tecnologia Aeronáutica” e seu tenaz esforço em conquistar os espaços, faz com que – merecidamente – seja visto como um dos pioneiros brasileiros dessa sublime aspiração, ao lado de nomes famosos como o paulista Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o paraense Júlio César Ribeiro de Souza e o mineiro Alberto Santos Dumont, este cognominado, com justiça, “o Pai da Aviação”.

Augusto Severo, foi o primeiro brasileiro a pagar, com a sua vida generosa, a satisfação do ideal que abraçara. Sua vida e seus feitos ficarão sempre na história aviatória do Brasil.

A intrepidez, a coragem e o desprendimento são virtudes inseparáveis à figura de Severo, ele foi tragado pela sua própria invenção – o PAX – a qual, todavia, sagrou-o para a imortalidade, para o reconhecimento dos pósteres e exemplo para as novas gerações de aviadores brasileiros.

Como escreveu Olavo Bilac, em 31 de maio de 1902, “para Augusto Severo, o desastre foi uma glorificação”.

Augusto Severo era filho de Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão e dona Feliciana (Xana) Maria da Silva Pedroza de Albuquerque Maranhão, irmão de Pedro Velho de Albuquerque Maranhão e de Alberto Frederico de Albuquerque Maranhão, que por mais de uma vez dirigiram os destinos do Estado do Rio Grande do Norte, como seus governadores.

Severo, professor de matemática, diretor do velho Atheneu, abolicionista, líder político, orador, deputado federal, inventor da dirigibilidade dos balões semi-dirigidos (navio de alto-mar, como ele chamava), criador do “PAX” que cortou os céus de Paris, lírico e apaixonado.

Depois que Santos Dumont recebeu o prêmio Deustsh de la Meurthe, Augusto Severo apresentou um projeto (aprovado) na Câmara Federal concedendo uma ajuda de cem contos de réis para que fosse possível ao mesmo levar adiante as suas experiências com o mais pesado de que o ar.

Severo que, viúvo, aos trinta anos, conheceu e amou profundamente a bela italiana Natália, dando-lhe um filho Augusto Natal Severo, em homenagem à amada terra.

Severo construiu o “Bartolomeu de Gusmão”, que media 60 metros, mas não teve êxito pois houve um acidente que partiu a “nacelle” e danificou a estrutura rígida.

Aprofundou-se nos estudos e projetou o motor `reação. Planejou também a hélice dentro de um grande tubo, permitindo a um “navio” aéreo inverter sua marcha e deslocar-se à frente como a ré.

Em 1902, reuniu todos os seus meios financeiros disponíveis, incluindo ajuda de amigos e parentes, viajou a Paris para construir o balão “PAX” dimensões menores que o anterior, medindo 30 metros e com tecnologia mais avançada. O nome usado no balão simbolizava a sua crença no instrumento, pois achava que poderia evitar guerras entre nações.

No dia 12 de maio de 1902, fez manobras durante 10 minutos com o seu balão, realizou círculos fechados apresentando figuras em forma de oito, provando a operacionalidade do invento e a sua habilidade em manejá-lo.

O balão pareceu tomar o seu rumo com destino ao ponto prefixado. Subitamente, quando o “PAX” achava-se aproximadamente a 400 metros de altura, o balão apresentou-se envolto em chamas e segundos depois uma violenta explosão se fez ouvir. Terminara o sonho de Augusto Severo.

Na França, no local da queda de Severo existe hoje uma placa de mármore com os seguintes dizeres:

“À la memoire de L`Aéonaute Brésilien AUGUSTO SEVERO et de son mécanicien français GEORGE SACHÊT Chute du dirigible PAX – Av du Maine. Le 12 mai de 1903”

Em Natal, no dia 12 de maio de 1913, por ocasião do 11º aniversário da sua morte, foi inaugurada a Praça Augusto Severo em homenagem ao ilustre potiguar.

No cemitério São João Batista:Na base do túmulo de Severo há um baixo relevo em bronze com o desenho do PAX e uma âncora, colocada como homenagem da Marinha de Guerra ao seu grande defensor na Câmara dos Deputados. Na parte superior do túmulo pode ser visto outro medalhão de bronze, com o retrato do aeronauta.

Há também uma inscrição em latim, de autoria do Senador pelo Rio Grande do Norte Almino Afonso: “Sidera vincere conatus vincit mortem”, que significa “Tendo se esforçado para vencer os astros venceu a morte”.

FONTE: FAB
Agência Lelo - Laboratório Criativo
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