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América Latina “comanda” crescimento da aviação para superação dos níveis pré-recessão

O tráfego internacional de passageiros superou pela primeira vez em Maio os níveis pré-recessão 2008-2009, em 1%, indicou hoje a IATA, que indica um crescimento homólogo de 11% neste mês, liderado pelas companhias latino-americanas, que crescem 23,6%.
De acordo com os dados da IATA, apenas as companhias europeias não tiveram em Maio crescimento do tráfego internacional a dois dígitos, embora tenham ficado próximo, com um aumento dos RPK (passageiros x quilómetros percorridos; unidade mais utilizada na aviação) em 8,3%.
Depois da Europa, os crescimentos mais moderados foram os das companhias norte-americanas, com +10,9%, e da Ásia Pacífico, com +13,2%.
América do Norte, Ásia Pacífico e Europa são os três maiores mercados da aviação, pelo que pequenas variações em percentagem podem significar variações em valor absoluto maiores que noutras regiões.
Para as restantes regiões, a IATA indica crescimento em Maio acima de 15%, designadamente em 16,9% para as companhias de África e de 17,5% para as do Médio Oriente.
No período de Janeiro a Maio, inclusive, são as companhias do Médio Oriente que lideram o crescimento do tráfego internacional, com +20,9% RPK que no período homólogo de 2009, seguidas das transportadoras de África, com +11,9%, Ásia e Pacífico, com +9,6%, e América Latina, com +9,4%.
As norte-americanas e as europeias têm crescimentos “pálidos” face ao das suas congéneres as outras regiões, respectivamente em 4,8% e em 2,3%, levando a que o crescimento médio do tráfego internacional a nível mundial fique em 7,2% nos primeiros cinco meses.
A comunicação da IATA sobre a evolução do tráfego internacional de passageiros destaca que o crescimento da procura tem ocorrido face a contenção da oferta (-4,8% em Maio e +1,2% nos cinco meses desde o início de 2010), o que se traduz em subidas das taxas de ocupação, para 76% em Maio e para 76,5% de Janeiro a Maio.
Os dados publicados pela IATA mostram que tanto em Maio como nos cinco meses desde o início do ano a tendência de subida das taxas de ocupação é comum a todas as regiões e que as companhias europeias e norte-americanas mantêm as políticas mais conservadoras de gestão da capacidade, tendo reduções médias em 1,4% e em 1,1%, respectivamente, do total de ASK (lugares x quilómetros percorridos, unidade de capacidade mais utilizada na aviação) colocados no mercado nos primeiros cinco meses de 2009.
As companhias norte-americanas são as que têm trabalhado com taxas de ocupação mais elevadas (79,6% de Janeiro a Maio e 82,4% em Maio).
Em Maio, em segundo lugar vieram as europeias, com 77,4%, mas de Janeiro a Maio são as companhias da Ásia e Pacífico que têm a segunda taxa de ocupação mais elevada, de 77,2%, e só depois vêm as europeias, com 76,4%.
O comunicado da IATA sublinha a este propósito que há seis meses consecutivos que a aviação mundial tem subidas da taxa de ocupação e sublinha que também pelo sexto mês consecutivo a ocupação ajustada da sazonalidade se aproxima dos 79% (78,7% em Maio).
Mas gerir a capacidade em função da procura vai ser cada vez mais exigente nos próximos meses, avisa a IATA, que assinala que a utilização dos aviões está abaixo dos níveis pré-recessão, em 5% nos aparelhos narrow-body (médio curso) e em 8% nos aparelhos de longo curso.
“Os cem aviões que saíram dos parques durante Maio e os 93 novos entregues a nível mundial aumentam a pressão sobre a capacidade”, assinala.
Além do crescimento do tráfego internacional de passageiros, a IATA também sublinha o crescimento do transporte aéreo internacional de carga, que em Maio deu um “salto” de 34,3% e de Janeiro a Maio tem um aumento médio da procura em 28,9%.
À semelhança do que se passa com o transporte de passageiros, em Maio foram também as companhias da América Latina a liderar o crescimento, com um aumento de 60,2%, seguindo-se África, com +58,2%, Ásia e Pacífico, com +38,7%, Médio Oriente, com +38,6%, América do Norte, com +35,3%, e só depois as europeias, com +21,9%.
De Janeiro a Maio, as líderes do crescimento do transporte aéreo internacional de carga são também as companhias da América Latina (+48,8%), à frente das africanas (+46,3%) e da Ásia e Pacífico (+36,3%), enquanto as europeias são as que têm o menor crescimento (+12%).
A IATA já tinha alertado, ao divulgar novas previsões para este ano, durante a sua 66ª Assembleia Geral, reunida em Berlim, que a aviação europeia estava a ficar atrás na recuperação do tráfego e da rentabilidade 
Em Maio de 2009, segundo os dados divulgados à época pela IATA, o tráfego aéreo internacional de passageiros tinha caído 9,3% e no conjunto dos primeiros cinco meses do ano estava em queda de 7,7%.
O transporte de carga, por sua vez, tinha quedas de 17,4% em Maio e de 21,3% nos cinco meses de Janeiro a Maio.

FONTE: PressTur

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