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Acrobacia em planador… porque não ?

A mais pura forma de voar, ou o mais próximo que conseguimos chegar do vôo dos pássaros. O vôo sem motor, silencioso como ele só, onde o silvo do vento se torna o mais prazeroso instrumento e onde cada nuvem cúmulos lhe acena como uma boa possibilidade de térmicas.

Os pássaros (urubus, falcões, tuiuiús, e até algumas andorinhas que são pegas de surpresa) lhe fazem companhia sem medo de chegar perto, quase encostando na fuselagem da aeronave, pois sabem que todos estão compartilhando a mesma fonte de energia térmica com um único intuito: Voar. Bem, isso tudo você já conhece, é o vôo a vela, ou o vôo dos planadores.

E quanto ao vôo onde céu e terra trocam de posição no horizonte ao sabor da vontade do comandante, onde os limites do piloto e da aeronave são testados (nunca ultrapassados) a cada segundo, resultando em um aprendizado mais seguro, em pilotos mais proficientes, e em grande diversão para quem está lá em cima e para quem está lá em baixo?

Isso você também já conhece, é o vôo de acrobacia. E por que então não juntá-los?

Acrobacia em planador

A acrobacia em planador é antes de mais nada muito lenta, principalmente no quesito “rolagem”. Um planador Puchacz com seus quase 17 metros de asa chega a ter aproximadamente o triplo da envergadura do biplano acrobático Christen Eagle. Devido a isso, se comparássemos o toneau de um Puchacz com um Citabria (um dos mais lentos aviões acrobáticos), este último teria com certeza o seu dia de Sukoi SU-29. A manobra “toneau lento” no planador chega a ser um pleonasmo, e o “toneau rápido” uma impostura… Mas essa “lerdeza” de comandos na verdade é a diferença e o charme da acrobacia em planador, que se aproxima então de um balé aéreo, encantando público e piloto. E por outro lado, se os movimentos de rolagem são vagarosos, os movimentos de arfagem são mais facilitados que nos aviões, e os loopings ou vôos no dorso são feitos com relativa tranqüilidade.

Outro detalhe importante é o fato que, por não ter motor, obviamente só se consegue velocidade para se iniciar as manobras alterando destacadamente o angulo de ataque, então o vôo de acrobacia em planador se torna a mais pura forma de troca de energia cinética por energia potencial e vice-versa. No hammerhead por exemplo, a falta do motor se faz sentir, e a vertical subindo, após definida, não dura tanto quanto nos aviões. Mas no topo do hammerhead tem-se um dos momentos mais mágicos da acrobacia em planador: o silêncio absoluto, o G zero, a aeronave parada por 1 segundo que mais parece 1 minuto. Nesse momento você tem a clara sensação de que o mundo parou.

Aonde e o que voar?

No Brasil existem vários planadores acrobáticos como o Grob, Puchacz, Blanik, Jantar, etc., que são utilizados basicamente para instrução e vôos de navegação. Não há campeonatos de acrobacia em planador no Brasil, e conseqüentemente não temos nenhum planador da categoria unlimited como por exemplo o Swift S-1, planador monoplace polonês que suporta 10 Gs.

Uma boa pedida é o planador polonês SZD 50-3 “Puchacz”, um treinador acrobático biplace homologado para vôo no dorso e snap roll, entre outros. O AMP – Aeroclube Mineiro de Planadores (www.nwm.com.br/tarik/amp) situado em Pará de Minas-MG (70 km da capital Belo Horizonte) possui uma destas aeronaves para vôos de demonstração e curso de acrobacia, nos moldes e seguindo as regras da ACRO – Associação Brasileira de Acrobacia Aérea.

FONTE: 360 graus

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