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A tragédia da Chapecoense vira documentário

A rede americana CNN Español produziu um filme sobre a maior acidente aéreo da história do futebol

Divulgação Na madrugada de 28 de novembro de 2016, um avião sem combustível chocou-se com uma montanha a menos de 20 quilômetros do aeroporto onde deveria aterrissar com a equipe do Chapecoense. A aeronave da companhia boliviana LaMia era pilotado pelo Miguel Quiroga, um experiente ex-piloto da Força Aérea Boliviana, que naquela noite fez o seu último voo marcado pela irresponsabilidade.

Miki, como era chamado pelos amigos e familiares, tentou chegar até o aeroporto de Rio Negro, no norte da Colômbia, com apenas 75% do combustível necessário para realizar a operação com segurança. Um documentário que estreia hoje no Brasil, e que será transmitido pelo canal Esporte Interativo, mostra que antes do acidente, os pilotos da LaMia voaram quase todas vezes no limite da pane seca que matou 71 pessoas na Colômbia. Em voos suicidas da companhia boliviana estavam os jogadores da Seleção Argentina, entre os quais a estrela Lionel Messi.

Em “Chapecoense: o lado obscuro da tragédia”, mais de sessenta fontes em dez países ajudam a descrever a sucessão de falhas que levaram à tragédia. Com acesso a documentos exclusivos, o documentário não deixa dúvidas de que a LaMia só entrou em operação graças à conivência e corrupção de funcionários do governo boliviano.

Além de voar sem a quantidade correta de combustível, a companhia operava sem seguro e com os salários atrasados dos empregados. Em um dos episódios mais bizarros, os pilotos da LaMia confessaram aos dirigentes de um dos times que transportou que não tinham dinheiro para abastecer o avião e continuar viagem depois de fazer uma parada na cidade boliviana de Cobija. Segundo uma das versões, os jogadores teriam feito uma “faquinha” para pagar a gasolina. Segundo outra, confirmada pelo time de futebol, foram os dirigentes que pagaram o reabastecimento.

Conduzida pelo jornalista Francho Barón, a investigação ainda mostra que os bolivianos provavelmente eram os laranjas dos verdadeiros donos da companhia. O ex-senador venezuelano Ricardo Albacete e o chinês Sam Pa.

O dono formal da empresa, os ex-coronel Marco Antonio Rocha está foragido e vive nos Estados Unidos. Ele pediu asilo ao país e relatou à DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, que as licenças para operação da LaMia foram um cala-boca que o governo de Evo Morales deu para ele e o seu sócio Miguel Quiroga. Rocha afirma que quando eram militares, ambos pilotaram aviões militares recheados de cocaína partido da Bolívia com destino a Venezuela e Cuba. Segundo o ex-militar, a operação era de conhecimento tanto de Evo Morales quanto de Hugo Chávez e Fidel Castro.

Passados mais de um ano e meio da tragédia ninguém ainda foi julgado, as famílias não receberam o seguro da companhia.

fonte: Veja

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